31 julho 2006

post do após

confesso que o passei muito bem, mais do que o meu ânimo revirado presumia, e se calhar mesmo recuo e retiro o de não ir a mais destes eventos, já se verá... o certo é que só ponho isto para agradecer ao amigo inblogsível o mágico agasalho, e subir a pequena gravação que fiz de (esse cantante brasileiro do que semelho ser o único que lembra o nome) Fredy Fevereiro cantando e tocando o violão no Bonaval, o som é muito péssimo, sinto-o, mas o meu reprodutor de mp3 é o que dá. Podeis baixa-la .

29 julho 2006

vida carvão #24

ideias- creemos tener ideas propias cuando en realidad son las ideas las que se apropian de nosotros.

28 julho 2006

areia sonora 0.08

Havia uma vez...
Mas o circo marchou...
E quando o circo marchou, o lugar ficou em silêncio.

Alguns não sabem que houve princípio, e eu não conheço o final.
Não venhas atrás minha, não me sigas, deixa-me ir porque estou perdido.
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27 julho 2006

vida carvão #23


defeitos
- lo que menos soporto en los demás son mis propios defectos.

purga pública (e 3/3)

é certo, poderia ir esmorecendo devagar a minha presencia sem dizer coisa, simplesmente esvaecendo calado, sem explicações não necessárias, sei-no, mas considero norma essencial de educação despedir-se quando um marcha dum lugar, e dizer não menos que: marcho que tenho que marchar.
se calhar, toda esta longa purga estava de sobra, não sei, certo é que ningum fez queixa (nem pública nem privada) pelo post, mas eu senti a obriga de faze-la, de esclarecer; há vezes nas que um significante turvo deturpa o significado da mensagem, e cumpre limpar a casa.
e mais nada, homedareia retoma o seu rumo longe, e livre já, de questões pessoais-emocionais... desculpas e obrigado.

26 julho 2006

purga pública (2/3)

quando falei de perda de fé e aborremento não culpava ao blogomilho; esses são sentimentos e sensações próprios, e não atacava a ningum; o certo é que levo quase dous meses com os ânimos débeis em geral, a causa verdadeira? pois... acho que à volta dum ano de ter retornado à galiza sinto que o 80% do tempo perdi-o em folganças estéreis, não me esforcei abondo e sinto remorsos por não te-lo feito, e odeio-me por isso; a questão é que quando estou assim não quero ver ninguém até ter passado a tormenta, e tudo me amola; também é certo que jamais fui muito sociável, e sendo neno era muito rabudo e de génio volátil, e quando andava anojado podiam pagar justos por pecadores; eis este caso, acho. já crescido fiz por arrumar esta eiva do meu carácter, e à fé que quase o tenho domesticado, mas o demo que levo dentro às veces sai.
quando disse porque no seu momento fizeram-me sócio sem eu o pedir... (as palavras menos ajeitadas de todas aquelas) não quis ser desprezador, nen desagradecido, não; a citação, a fio, da conhecida frase cómica de groucho marx "eu não frequento clubes que me aceitem como sócio" acho que esclarecia a minha intención de fazer brincadeira com isso e não desprezo. jamais poderia fazer desprezo disso porque quando há mais de dois anos, vivindo eu en madrid, criei o ictioscopiofabuloso (germe disto) e aquilo não era sequer um blog senão um sítio pessoal que trabalhava parecido, o feito de me ter engadido à lista da blogaliza, sendo eu emigrado, encheu-me de ledicia e gozo, era um jeito de estar mais perto da terra e de reconciliar-me com ela, é por isso que eu adorei estar no blogomilho, e quando regressei à galiza fiz por ser mais participativo até onde eu puder. mas após estes meses comprendi que o que dou ao grupo é mui pouco, não sei cousa nenguma de como funcionam por dentro os sítios, não se pode contar comigo quando algum dos pontos de encontro (chuza, blogaliza...) precisam ajuda, ou arrumar, ou modificar algo... não são muito útil acho... se calhar é por este sentimento de tristeza que levo enriba tantas semanas que o vejo assim, não sei... e acima há coisas no blogomilho das que são algo dissidente, não nego, e por vezes olho pequenas “luitas internas”, e isto tudo fai-me custoso seguir sendo “activo”, por isso o deletear-me, por sentir-me deslocado. e deletear-me não é desligadura total, não, quero seguir mantendo contacto cos blogueiros amigos e cos que sigam chegando, mas um a um, não em grupo, agora não, talvez passados uns meses igual sim, mas não agora. (a continuar)

purga pública (1/3)

provérbio: o homem é dono dos seus silêncios, mas escravo das suas palavras.
- foi sem querer...
- sem querer mata-se a um homem.
purga. do Lat. purgare v. tr., tornar puro; limpar; purificar; desembaraçar os intestinos; administrar uma purga; expiar; livrar do que é nocivo; v. int., expelir pus ou maus humores; v. refl., tomar um purgante.
haraquiriNos dias engrunhados não me amo; nos dias engrunhados digo cousas con palavras aguilhoadas, nos dias esfolados son muito repunante dediós, mais que a cotio. após, os pruridos mortifican-me dias mais dias; e engrunho mais, e esfolo mais, e somente quero chorar, mas não dão saído bágoas; e somente quero deitarme estropeado e esmorecer.
sou assim, não quereria, mas sou, é o que há... se calhar um dia aprendo a amar-me e sou feliz, oxalá. desculpai-me.
uns dez dias há, uma amiga disse-me que fiz mal escrevendo o deleteando-me, que semelhava ofensivo para o blogomilho... tinha razão, mas como não foi esse o meu propósito, fiz uma pequena modificação no mesmo momento.
aliás, levo cismando no asunto todos estes dias, escolhi mal as palavras, muito mal, não devi escrever aquilo, não, não, não devi escreve-lo, não desse jeito, não com essas palavras que me escravizaram... por isso resolvi fazer esta purga pública.
não sei se cheguei ofender alguem (poucos chegariam ler aquilo antes de muda-lo) mas no coração sinto a certeza de que sim ofendi; e ainda não chegando ter ofendido, cumpre uma explicação do verdadeiro sentido daquele post, pois diz-que rectificar é cousa sábia. (a continuar).

24 julho 2006

vini vidi e não vici

reviramentocheguei em tempo, mas não venci. pode-se ver ou descarregar até o dia 31 de julho, após retiro.
atualização: ah, esquecera, parabéns aos premiados.

21 julho 2006

areia sonora 0.07

há três anos...
é por causa do movemento de sístole-diástole das ondas que escavichan por debaixo dos seus pes, afundíndoa, alí parada, que lembrou aquilo que el lle dixo tres anos atrás: “non é certo o que din, que deus fixo ao home de barro, non. deus usou area movediza, é por iso que temos a teima de afundirnos a nós mesmos, e se podemos e nos deixan, arrastar no afundimento aos que nos arrodean.”
alí perto, dous cativos axudan no labor de lembrar; eles, coma deuses sarillos, fabrican un corpo de area mollada para a cabeza do seu pai, que ri abrindo fendas na codia do seu peito co ir e vir dos seus pulmóns.
o día esmorece, o sol agocha o seu bandullo tralo morro de monte que coita a praia no seu lado occidental. as sombras dos corpos medran no chan e as cristas das ondas tínguense de ouro. a súa irmá e o seu cuñado sacoden a area das toallas, pregan o parasol e recollen os bolsos e a roupa.
- imos indo para o coche, que xa vai refrescando.
- eu fico un anaco máis- di.
- e logo, despois, como sobes?
- andando amodiño.
- como queiras; se non, chamas, e baixa Manuel co coche, vale?
- non, xa vou indo eu aos pouquiños.
mentres eles soben cara ao aparcadoiro, e baten nos pes para tira-la area, ela senta fóra da toalla, enterra as mans e os pes e fita a raia do horizonte, no punto onde os dous azuis se xuntan nun só. os cativos co pai de area fican agora á súa esquerda, e o sol, case durmido, á súa dereita. pensa que tres anos sen saber de alguén son moitos para non existir unha parede de odio. cando pasou todo aínda mantiveron contacto tres ou catro meses. el deixou de chamar e escribir, e ela non quería facelo por medo aos malos entendementos.
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20 julho 2006

16 julho 2006

deleteando-me...(?)

o vindeiro 30 de julho, há jantar dum pedaço do blogomilho. eu vou pelo do amigo inblogsível, mas se calhar vai ser o derradeiro; um pouco por perda de fé, outro pouco por aborremento, outro pouco porque são algo parvo e outro pouco porque vai muita calor e não rejo bem da cabeça...

09 julho 2006

35

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08 julho 2006

vida carvão #21

gato e rato
- mi amigo perro me mordió.
- te está bien empleado, por tener amigos perro siendo gato.
- mira quien habla.

03 julho 2006

corvos e deuses

um pequeno deus alimentou pássaros durante anos e anos; eles queriam o poder do deus, mas este dava-lhes as migalhas apenas; foram crescendo e ficando mais fortes; agora os pássaros atacaram ao deus e têm o poder; o deus, velho já, chora por ter-lhes metido o pão no peteiro, e berra: eram corvos! são corvos!.
se calhar, o deus devera ter arrumado antes a sua herdança, e agora folgaria tranquilo e feliz.