31 agosto 2006

areias mexicanas

o amigo corso teve a amabilidade de acolher areias sonoras no projecto de ego99; desde méxico para o mundo, em galego.
el amigo corso tuvo la amabilidad de acoger areias sonoras en el proyecto de ego99; desde méxico para el mundo, en gallego.

30 agosto 2006

areia sonora 0.3

hoje ia falar da casa verde e branca (mais azul) mas não o vou fazer. tenho saudade da sala e mais dalgum sócio desse clube, mas não falo. ainda assim boto a faltar alguma conversa vã e acompanhadora.
hoje entrei, sim, porém fui quem de não espreitar os colóquios, já vou desligando.
(nas quartas, areias sonoras)
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música: cantaloup. wasabi + dana hilliot. girl's asses.

22 agosto 2006

20 agosto 2006

vinhetas

autografo
eu não conhecia, mas gostei de pílulas azuis, e aproveitei que acompanhava a minha cicerone nuala à sessão de assinaturas do muito amável frederik peeters, para esmolar uma eu também. conheci e gozei da companhia de nadie e da sua família, e da rita, e passou também a terremoto. topei lá ao ghanito, e já pela noite à arduina, que perdera uma chapa de não lembro qual personagem de desenhos animados (eu comprei uma de bruce lee para o pertierri). e trouxe duas garrafas de licor da casa das tortillas (uma para minha casa e outra para a marcela).

15 agosto 2006

areia sonora 0.2

não preciso de você, não preciso o teu querer, não preciso teu corpo, nem teus olhos, nem o riso, não preciso das tuas pernas, nem dos teus braços, nem abraços, não preciso de você para viver; não é por isso, não, somente és o foco cara onde viro as minhas obras, a escusa que emprego; poderia ser qualquer outra, mas agora és tu. isso não quer dizer que eu te ame, nem ame teu corpo, nem teus olhos, nem teu riso, nem tuas pernas, nem teus braços e abraços. também não és minha musa, tão só o destinatário imaginário que utilizo entretanto não chega aquela da que sim precisaria.
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música: andreas mattsson. four majors + linda draper. parasite.

13 agosto 2006

podcasteiros galegos

criou-se um foro para artelhar um "portal-diretório" de podcasts em galego, apuntai-vos e colaborade. está acá.

12 agosto 2006

areia sonora 0.1

olá, eis a areia sonora 0.1, e vão dez areias deitadas já. comecei a conta em 0.01 porque ainda não sabia o que ia fazer e quis dar-me um tempo de margem para ir conformando isto. as últimas areias colheram um tom que Sak chama sonorizar pensamentos com músicas evocadoras. e acho que, pelo menos nas seguintes dez areias mais, levará esse mesmo caminho... aguardo que para quando chegue à areia sonora 1.0 esteja já mais definido.

tinha escritas umas palavras para falar de lumes, de gente má, de gente ruim, de gente mesquinha, avarenta, mas o certo é que já estou farto de tanta palavra, duma beira e mais doutra, cada quem tira para o seu, e um não sabe onde é que está a verdade. se as palavras fossem chuva igual vinham bem, mas não são, e como diz-que vem aí uma rega do céu para a quarta-feira pois abondam as ditas. ía falar também das árvores, das plantas, esse rei autêntico da criação; elas jamais morrem de todo, reagem sempre, topam sempre um caminho de regresso para gomar uma outra vez, por isso é que ver os montes queimados doe-me menos que pertencer à mesma espécie que os que os queimam; o ser humano é quem do melhor e do pior, e quando é tão cruel e feroz, melhor quisera ser árvore, uma árvore incombustível e ignífuga, e quando me fosses queimar dizer-te: não me sai dos colhões arder, não!; mas se logras não te me importa porque vou reagir, e anos depois quando tu estejas morto e já podre, eu ainda estarei vivo, vivo! porque as árvores não morremos nunca.

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música: dana hilliot. why did gods leave us? + to be a tree. (colhido de )

08 agosto 2006

vida carvão #28

pre_historia
- voy a inventar la rueda.
- ¿la rueda? ¿estás loco? coches, polución, muertos en carretera... mejor inventa el fuego, hombre!

02 agosto 2006

areia sonora 0.09

levo tanto tempo sendo uma ilha que quando as águas baixam e a areia fornece uma ponte com o continente, e mudo em península, não sei que fazer.
como é que se comporta uma península?
deveria, então, construir uma ponte articicial segura e permanente?
mas, e se um dia quero ser ilha outra vez? poderia ceivar-me? e para fazer a ponte precisaria ajuda da outra beira, pois como disse Cortázar: uma ponte não sustem dum lado só.
há um passaro por trás da janela que canta que canta cada noite.
há uma lua redonda no teito da terra fitando os meus sonhos.
há um mistério calado rilhando-me os boches e cumpre que luite.
há uma mulher deitada na cama sonhando com homens.
começar ou tentar a ponte desde a minha ilha se o continente não quer essa união é trabalho valeiro.
se calhar, levo tempo de mais sendo ilha e não sei ser península.
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música: half asleep. microwave + morning dust soon.

sorte

tive sorte de te topar pelo caminho e falares um anaco, após, co rebúmbio, estranhei-te quase todo o tempo. ainda hoje te estranho nalguns momentos.