09 julho 2007

três dúzias

3 dúzias
hoje fai três dúzias dum dia de muito calor.
hoy hace tres docenas de un día de mucho calor.

06 julho 2007

areia sonora 1.6

mociñas d'alá de'rriba con que peinades o pelo?
cunha herba que hai no monte que se chama tromentelo.
passou o são joão, passou o são pedro; e d'aquí a nada um ano máis velho.

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música: Quant. Pois eu (Andrés do Barro cover).
de fondo: Anois. Im Currently Not Plenty

04 julho 2007

catarse III

catarse III
certamente, todos os caminhos são bõs... sempre que sejam livremente escolhidos; o importante é não ficar parado, aparvoado, e andar o caminho.
é a viagem, dar passos, o que enche, não a meta; caminhar é o trabalho, o processo, o que aprende... chegar e deter-se é parar, e todos sabem que a água parada põe-se choca, e choca não serve para beber.
es cierto, todos los caminos son buenos... siempre que se escojan libremente; lo importante es no quedarse parado, atontado, y andar el camino.
es el viaje, dar pasos, lo que llena, no la meta; caminar es el trabajo, el proceso, lo que enseña... llegar y parar es estancarse, y todos saben que el agua estancada se pudre, y podrida no sirve para beber.

03 julho 2007

catarse II

catarse 2
e voar tampouco sei... precisaria um par de asas; e tampouco não abonda... olhai as galinhas.
ter vimes não faz ter uma cesta.
e para voar há que começar por abanar as asas, de contínuo, seguido... e com gíria, antes de ter o pulo necessário para pairar destemido.
e também é bom conhecer o rumo.
y tampoco sé volar... necesitaría un par de alas; y ni aún así sería suficiente... mirad las gallinas.
tener mimbres no hace que tengas unha cesta.
y para volar hay que empezar por agitar las alas, continuamente, sin pausa... y con brío, antes de tener el impulso necesario para planear sin miedo.
y también conviene conocer el rumbo.

catarse I

catarse 1
quando moço, pensava que me podia precipitar... rebentar contra o chão (pum! ......) e erguer-me depois, deixando a casula do meu corpo velho alá... e sair andando... encetando uma nova vida, ceivado de tudo.
hoje sei que não é possível fugir do que somos.
de joven, pensaba que me podía tirar... estrellarme contra el suelo (¡pum! ......) y levantarme después, dejando el pellejo de mi cuerpo viejo allí... y salir andando... comenzando una nueva vida, liberado de todo.
Ahora sé que es imposible huir de lo que somos.